_____Ser assaltado é horrível. Reagir não costuma ser algo muito inteligente a se fazer.
_____Eu poderia dizer que a sensação de reagir, não perder nenhum bem e escapar ileso é ótima, mas não seria a verdade. Escapei (quase fui atropelado ao fugir dos ladrões, mas escapei) e, agora, quase uma hora depois, dentro de casa e seguro, não sei bem o motivo, mas me sinto angustiado. Não é uma sensação boa.
_____De qualquer modo, estou bem.
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P.S.: O Mauro Castro, meu taxista favorito, passou pela mesma situação que eu e também contou para os seus leitores. Não só o texto dele é melhor, como ele soube agir de maneira bem mais inteligente.

March 5, 2009 at 3:40 am
Cara, que raiva, que medo e que alívio por saber que você está bem (quer dizer, bem mesmo é impossível estar depois de uma dessas, mas enfim). Querendo espernear, chorar ou ignorar totalmente o assunto com alguém, não hesite em ir bater lá na porta do RRE. Beijos.
March 5, 2009 at 10:57 am
Conheço bem essa sensação que você está passando Ulisses, anos atrás fui vitima de um assalto e também reagi. Eu nunca gostei de andar com muito dinheiro na bolsa, mas precisamente naquele dia eu havia recebido um pagamento alto em dinheiro e como não confio nos depósitos em caixas eletrônicos – já tive problemas com isso – levei a grana pra casa e iria depositar no dia seguinte. Antes de chegar ao estacionamento perto da empresa, um cara usou um canivete para cortar a alça da minha bolsa. Minha reação foi institiva: eu segurei! Ele começou a correr, achando que eu soltaria a bolsa, mas eu continuei segurando, correndo junto. Por fim a alça da bolsa arrebentou, eu cai no meio da rua, quase fui atropelada, mas continuava agarrada à bolsa.
Passei dias angustiada, sem conseguir trabalhar. A sensação era de insegurança total, até mesmo dentro de casa. Morria de medo de voltar ao trabalho e me deparar com aquele bandido de novo. Passei a estacionar o carro em outro lugar e até hoje evito passar pelo local do assalto. Desde aquele dia, nunca mais fui a mesma pessoa. Hoje ando na rua com medo, e tenho pavor se estou num lugar pouco movimentado e escuto passos atrás de mim, seja homem, mulher ou criança…
Mas graças a Deus, assim como eu, você também está vivo para contar essa história. Não deixe, Ulisses, que essa angustia tome conta de você.
Abraço
March 5, 2009 at 11:49 am
Rapaz, até vou lá ler o texto do teu taxista favorito, mas fico contente é de saber que tudo está bem.
Abraços de seu vizinho de condomínio!
March 5, 2009 at 1:01 pm
Pô Ulisses, que droga… Eu fui assaltado três dias antes de me mudar do país. Levaram meu carro, meu celular e meu dinheiro (eu havia acabado de fechar a minha conta por conta da mudança e estava com uma quantia razoável, ao menos para um estudante). O pior é que os caras ainda me colocaram no carro para me soltarem somente 1km depois. E o medo de ser sequestrado? Mas confesso que, como todo músico maluco, meu medo maior era ser sequestrado e somente ser liberado depois do dia do meu vôo, perdendo assim a chance de estudar fora do país. E o irônico é que eu tinha um maço de cigarros com somente uns 5 cigarros, e eles me deixaram com 3. Bonzinhos, não?
Enfim, tente ficar bem e superar. Grande abraço!
March 5, 2009 at 3:37 pm
Essa sensação de angústia é por causa da impotência que sentimos quando somos assaltados. A nossa fragilidade torna-se absurdamente exposta quando uma pessoa está a nossa frente pedindo para passar tudo, estando ela com uma arma ou não.. A sensação de que somos inferiores e que esses marginais tomaram conta da cidade, e que estamos a mercê de um deles a qualquer hora do dia ou da noite nos causa essa angustia pq fomos expostos. Graças a Deus eu nunca fui assaltada, mas trombadinhas já me pediram o relógio uma vez… isso bastou para que a sensação de angustia aparecesse.
Mas muito me agrada que vc está bem e vivo… mesmo!
Poppin’ kisses!
March 5, 2009 at 8:17 pm
Ulisses, benvindo. Agora tu és mais um número nas estatísticas da insanidade humana.
Há braços!!
March 5, 2009 at 8:46 pm
Ô cara, que coisa. Sei bem que sensação é esta. Já senti. Acho que é o que as pessoas de bem sentem por não entender como um ser humano consegue agir assim com outro…
March 6, 2009 at 1:29 am
Aloha Ulisses!
A angústia não é do assalto, em si.
Mas é a reação à nossa impotência.
Não podemos alterar o acontecido, não podemos corrigir o mundo para que isso não mais aconteça.
É liberdade da mente, em segundo plano, imaginar tudo o que poderia dar errado, todo tipo de evento infeliz que poderia decorrer do que aconteceu. De forma subconsciente, onde nossa imaginação não tem limites.
É compreensão, consciência que não podemos mudar. Que nossos esforços, pessoais e coletivos, são vencidos pelo conjunto da obra, a supremacia (não a vitória) das forças que representam tudo o que não somos, não acreditamos e não queremos.
Uma sociedade injusta, cruel, corrupta, petralhista, republicana, ignóbil, implacável, doente, recursiva, corrosiva.
Sobrevivemos, a cada dia.
A cada dia, continuamos sendo pessoas boas.
Fazemos um mundo melhor.
Não utópico, não perfeito… apenas… MELHOR.
E não pense apenas em uma solução com comportamento Polyanna, Gandhi ou alguma proposta Nobel da Paz do tipo “Madre Thereza de Cálcuta”.
O mundo pode ser melhor, mesmo que exista alguma opção “Custer”, “Napalm” ou uma política de contenção de violência “Sivuca”.
“A vida só faz sentido se você obrigá-la a fazer”
Feliz por você estar aqui.
Feliz por você ter sobrevivido.
Força, sabedoria. Sempre.
Aloha!
March 6, 2009 at 1:53 am
Há algum tempo eu escrevi sobre um dia em que fui assaltada duas vezes. Que tal? Dá uma olhada. Chama-se “Sobre a violência.” Na verdade, é mais um daqueles textos que precisam de trabalho. Queria que você metesse o bedelho um pouco.
Até.
March 6, 2009 at 1:56 am
http://ultimotrago.blogspot.com/2007/05/no-mesmo-dia-em-que-pensei-nunca-fui.html
March 6, 2009 at 1:57 am
O link para o texto é http://ultimotrago.blogspot.com/2007/05/no-mesmo-dia-em-que-pensei-nunca-fui.html
March 6, 2009 at 2:30 pm
A saia vem depois… descobri que ainda não está pronta…. hahaha to arrumando o zíper, de novo…
March 6, 2009 at 2:31 pm
A saia não tá totalmente pronta…. resolvi arrumar umas coisinhas nela agora… haha tipo o zíper
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March 10, 2009 at 1:34 am
Eu já perdi as contas de quantos assaltos passei…
Eu nunca reagi… na verdade já corri atrás.. o que me rendeu ficar sobre a mira de um revolver e vê-lo sendo descarregado em minha direção (cara ruim de mira).
Na minha cidade… ver assaltos ou ser vitima deles é quase uma rotina.
December 1, 2009 at 3:19 pm
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0XX12 XXXXXXXXXX É NÓIS MANO!