_____Admiro bastante o trabalho do André Dahmer. Atualmente, inclusive, uso uma personagem produzida por ele na maioria dos locais virtuais em que, teoricamente, tenho de enfiar minha cara (com a simpática anuência do próprio). Eu já estava até planejando, em agosto, publicar aqui no Incautos um texto falando do lançamento paulistano do seu novo livro (ao qual pretendo ir), A Cabeça é a Ilha. _____Porém, após o lançamento carioca, passei a admirar mais ainda o Dahmer e resolvi adiantar a propaganda do livro aqui no meu blog. O motivo? Simples: em plena festa de lançamento, ele fez uma piada fabulosa, com uma crítica política ímpar. _____Em 1986, os preços eram tabelados e os consumidores denunciavam, com um bom apoio da mídia, os comerciantes que remarcassem o preço de qualquer produto. Os mais empolgados usavam, inclusive, um broche de “Fiscal do Sarney”.
_____Genialmente, o Dahmer aproveitou o novo escândalo em que o porco do nosso ex-presidente se meteu e, em pleno lançamento do A Cabeça é a Ilha, ressuscitou os broches. Vários dos presentes saíram do lançamento com um exemplar do livro na mão e um button no peito. _____Reclamar de políticos é cúmulo do lugar comum, qualquer trouxa consegue. Contar piada é quase uma característica da raça humana (segundo Darwin, os humanos que não sabiam fazer graça não se reproduziam). Agora, fazer uma crítica política realmente engraçada, com uma piada inteligente e uma interessante referência histórica é só para caras extraordinários como o Dahmer. _____Sucesso para o livro e para os atuais “Fiscais do Sarney”.
_____Casal dividindo um milkshake perto do banco em que eu estava sentado lendo. _____Ele: Droga, amor, por que você tem de morder todo canudinho que nós dividimos? _____Ela: Ah… desculpa. É que é tão gostoso chupar mordendo.
_____Por mais vontade que eu tenha, não é toda semana que aparece uma modelo na minha frente me convidando para participar da Festa do Chantili. Por outro lado, já faz uns três meses que toda semana alguém me pede para participar do Twitter e seus congêneres. _____Não fico incomodado, muito pelo contrário. Fico feliz. Significa que meus leitores apreciam o que escrevo e queriam ter mais oportunidades de ouvir o que penso. Já entendi qual a graça do Twitter, mas não achei que vale tanto à pena assim. (1) Eu gosto de escrever e argumentar direito. 140 caracteres não me satisfazem. (2) Tenho tantas idéias, textos e projetos, o Twitter comeria mais ainda o meu tempo. Deixo a moda rolar, observando de longe. _____Mesmo assim, acompanho alguns autores que me agradam. O @AlexLLL, meu blogueiro preferido, autor do fantástico Liberal, Libertário, Libertino, é um dos poucos que acompanho desde o começo. Claro que todos os autores que figuram nos meus “Blogs de cabeceira” e twittam, em algum momento, eu já cheguei a “seguir” pelo meu leitor de feeds. _____Porém, até esses autores que eu adoro não conseguiram mostrar um mundo tão maravilhoso assim no Twitter para que eu arrumasse uma morada por lá. Raramente acho lá algo realmente imperdível. E, pior, quando acho, a twittada ocupa mais de 140 caracteres:
1. luddista: Aqui paraciclos são instalados pela Sec. do Verde. Em NY, pelo Depto. de Trânsito. Entendeu a diferença entre “política” e “iniciativa”?
2. luddista: Em São Paulo, estruturas municipais para amarrar as bicicletas (um “U” amarelo) ficam essencialmente nos parques e geralmente vazias.
3. luddista: Nova Iorque tem 6100 paraciclos instalados pela prefeitura. Nenhum fica dentro do Central Park. ( http://tinyurl.com/mngdbv )
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_____A autoria dessas twittadas (publicadas em sequência no dia 28 de maio), que, se trabalhadas, poderiam servir para um artigo fabuloso, são do autor do blog apocalipse motorizado. Leiam. Os textos de lá são melhores que as interessantes chamadinhas que o Luddista posta no Twitter.
_____Micheal Jackson morreu. _____Vou poupá-los de todos os mil comentários sobre o seu talento e as suas insanidades que vocês vão cansar de ouvir. Mesmo assim, não posso deixar de falar de um trabalho que o Michael fez e que ninguém deveria deixar de ver: o videoclipe de “Thriller”. Lançado em 1982, “Thriller”, mais do que um simples clipe, é um curta-metragem. Assistam, portanto, a versão completa com seus mais de 13 minutos.
_____Merecia, de longe, ser o vídeo mais visto do mês no You Tube.
_____Imaginem uma peça no Eva Herz, o teatro da Livraria Cultura. Na porta do teatro ficam expostos os livros que foram usados no texto do espetáculo. Imaginem uma peça com trechos de Fernando Pessoa, Shakespeare, Dante, Vinicius de Moraes, Cervantes e diversos outros nomes clássicos. _____Imaginaram? Sabem do que se trata? De uma interminável reunião de clichês! Mais de uma hora com um ator citando clássicos como se a mera presença daqueles textos tornasse a peça boa. Mais de uma hora com um público dando risadinhas de cumplicidade ao se sentirem inteligentes e cultos por reconhecerem alguma obra. _____Aposto que o inferno das pessoas minimamente cultas deve ser assim.
_____Muitas palavras do mundo tem significados lindos escondidos no próprio nome. Museu é um ótimo exemplo. Seu significado primevo é, simplesmente, “Templo das Musas”. As musas gregas eram as divindades protetoras das artes e das ciências, elas que inspiravam as criações, que auxiliavam nos estudos. A ideia combina perfeitamente com os próprios museus – pelo menos na teoria. _____Um local que valoriza o estudo, que inspira o aprendizado, deveria fazer de tudo para auxiliar estudantes e curiosos que pretendem adquirir mais conhecimento. Se não fosse assim, um museu não teria porque ser conhecido como a Casa das Musas. _____É claro que certos padrões de normas são necessários para a manutenção do museu. Entendo que flashes fotográficos diminuem a vida de certos objetos, eu estudei um pouco do assunto na faculdade. Manter o silêncio ajuda algumas pessoas a apreciar melhor o que existe no local. Seguranças e faixas para impedir que seres maleducados toquem nos objetos são compreensíveis. Mesmo assim, uma grande atenção deve ser tomada para que as medidas de proteção para o bom andamento do museu não atrapalhem seu objetivo primordial. _____Proibir fotos sem flash, por exemplo, até hoje me parece algo estranho. Uma foto simples faz tanto mal para um objeto antigo quanto um olhar. Mesmo sendo absurdo, é algo que os frequentadores de museus já se acostumaram. Outro dia, entretanto, fiquei boquiaberto ao entrar no Museu de Arte Sacra de São Paulo e descobrir que, lá, os blocos de anotações são proibidos. _____Por que diabos uma instituição que procura fazer com que seu público aprenda algo proíbe a entrada de bloquinhos de anotações? Eles têm receio que as malévolas páginas do bloco se soltem e ataquem as desprotegidas antiguidades? Existe algum perigo concreto quando os frequentadores anotam – Oh, Céus! – informações sobre as obras? _____A direção do Museu deveria acordar. Não é porque eles tomam conta de um museu que eles deveriam ter um pensamento retrógrado.
_____Para quem não entendeu a piadinha, aqui vão alguns vídeos e explicações que podem deixar tudo mais claro.
1) Desde 2006, a Apple vem produzido uma série de propagandas em que um rapaz novinho, com a maior cara de descolado, apresenta-se como Mac e um tiozinho, de terno e com a maior cara de perdido, como PC. O mote da propaganda é que o PC sempre acaba um tanto atarantado com seus próprios defeitos ou com as qualidades do Mac. É uma série de propagandas bem gostosinha de assistir. Selecionei algumaslegendadaslogo abaixo, mas vocês podem conhecer muitas outras no canal da Apple no YouTube.
2) Também querendo fazer graça, a Dell, recentemente, lançou uma propaganda utilizando… Ah… Chega. Só vou explicar a piada até aqui. Vejam o vídeo e vocês devem entender a brincadeirinha que fiz acima.
_____Aproveito a publicação desta tirinha (que deixa claro o gosto estranho do Steven) para perguntar algo aos leitores. _____Quando da publicação da tirinha anterior, o Marcus Nunes, o talentoso blogueiro do A Grande Abobora, expressou sua desaprovação às tirinhas do Steven que eu tenho traduzido por aqui. Antes que alguém o ataque, saibam que considero muito importante qualquer comentário decente vindo de um leitor, seja o comentário positivo ou negativo. Acrescento, também, que não é só porque vocês têm bom gosto e apreciam os meus textos, que devem, automaticamente, aprovar tudo o que eu publico aqui. Se o Marcus resolveu se expor para criticar, é porque frequenta o blog, gosta do que produzo por aqui e quer deixar claro que, para ele, ler o Allen não está sendo algo tão interessante assim. _____Por isso mesmo que eu queria saber a opinião dos outros leitores. E quero que vocês falem sinceramente. _____Comecei a publicar o Doug Allen por vários motivos. Apreciar bastante o trabalho dele; porque acho interessante trazer para o português algo que dificilmente seria traduzido (mesmo sabendo que o Allen já foi publicado na New Yorker, ele ainda é underground o bastante para que nenhuma editora ou jornal o ajude a dar as caras por aqui); para apresentar algo novo para os meus leitores; e por imaginar que o exercício de tradução renderia reflexões interessantes para mim e para vocês. _____Sendo assim, digam o que vocês estão achando. Como tenho gostado de traduzir, não pretendo parar. Porém, se ninguém gosta do Allen além de mim, posso, muito bem, passar a publicar só o que eu achar imperdível dele e não todo o material que tenho (em ordem razoavelmente cronológica). Posso, muito bem, passar a dar mais atenção a outra tradução. Existe algum outro cartunista que publique em inglês - e que não tenha sido traduzido para o português - que vocês gostariam que eu trouxesse para cá? Sei deótimasopções, mas isso depende de vocês. Continuo dando atenção ao Doug Allen ou é melhor trabalhar com outra coisa? Sejam sinceros.
Nota: Para entender bem esta paródia, aconselho a leitura do meu texto de estréia no Editorial do Ops! (mais incauto do que os textos aqui do blog) e suas indicações.
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_____Em uma atitude inédita, o leitor Milton Ribeiro está processando a escritora Leticia Wierzchowski. Tudo aconteceu porque o Sr. Ribeiro leuA Casa das Sete Mulheres e mais um artigo que a autora publicou no jornal Zero Hora e, agora, quer seu dinheiro e tempo gastos de volta. _____“Isso é um desrespeito. Uma autora tão ruim assim não pode ficar impune. Imagine: eu li as mais de 500 páginas do romance e ainda um artigo que ela publicou no jornal. Um absurdo completo, uma inconcebível perda de tempo. Quero o dinheiro que paguei comprando o livro e o jornal do dia e ainda quero um ressarcimento pelo meu tempo perdido. E ela que se dê por satisfeita por eu não passar para ela, também, a conta do meu analista.”, falou, com os cabelos cada vez mais brancos, o pobre leitor. _____Leticia Wierzchowski não estava quando foi procurada por nossa reportagem. A assessoria de imprensa da escritora limitou-se a dizer que Leticia está tomando aulas de gramática e não tem deixado de entregar nenhuma lição aos seus professores. A estimativa é que os textos dela consigam chegar a ter a qualidade dos escritos de Paulo Coelho nos próximos 5 anos. “Para atingir a qualidade de uma Clarice Lispector, ela teria mesmo é de nascer novamente. Três vezes!”, afirmou, taxativo, o diretor da escolinha de aulas particulares que a autora anda frequentando. _____Milton diz que está confiante de que obterá um bom resultado com o seu processo e manda dizer para Leticia que a vingança vem de alazão negro.